Gestão Allyson Bezerra aumenta “rombo” nas contas públicas

A dívida do município de Mossoró saltou de R$ 233,2 milhões em 2020, último ano da gestão da ex-prefeita Rosalba Ciarlini, para R$ 509,2 milhões ao fim de 2024, que compreende a primeira gestão do prefeito Allyson Bezerra.

O aumento é de 118% em quatro anos.

Os números foram apresentados, devidamente documentados, pelo jornalista Bruno Barreto em seu prestigiado blog.

A conta negativa é de fácil entendimento: os gastos da gestão Allyson dispararam em relação à arrecadação própria e a transferências constitucionais. Em melhor português: o prefeito gasta mais do que arrecada. E gasta muito mal.

O desequilíbrio financeiro é gritante.

Veja que as obras realizadas nos últimos quatro anos foram quase todas bancadas pelo Finisa, emendas parlamentares e o novo financiamento junto à Caixa. Uma ou outra recebeu recursos do próprio município.

Por outro lado, as festas em praça pública, que dão popularidade ao gestor, exploraram o cofre do Palácio da Resistência. Os gastos com Mossoró Cidade Junina aumentaram de forma desproporcional, com pagamento de cachês individuais que batem a casa de R$ 1 milhão.

As consequências são serviços comprometidos, principalmente em áreas vitais como a saúde. Basta observar a fila de pessoas que esperam por cirurgias, o sucateamento das unidades e até transplantados esquecidos na espera por transporte para fazer tratamento em Fortaleza (CE).

A continuar dessa forma, daqui a pouco a Prefeitura não vai ter saúde financeira para cumprir obrigações básicas, por exemplo, pagar salário em dia. Não é exagero, é fato.

Esse desastre administrativo-financeiro, caso não sejam adotadas medidas austeras agora, cairá no colo do próximo gestor, que será o ruim da história, enquanto a incompetência administrativa do atual continuará encoberta pelo caríssimo manto da propaganda oficial.

Temos um desastre administrativo surfando na popularidade. Algo que um dia a história desse município vai contar. E lamentar.

Coluna César Santos/Defato

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